Tiago Lopes e Clara Dourado, da equipe da Nanu Magazine , nos concederam uma entrevista para contarem algumas curiosidades sobre o processo de criação e construção desta revista.
Como surgiu a ideia de fazer a InvogaLab?
Tiago: A revista InVoga LAB, como o próprio nome sugere, é uma parceria do Projeto LAB criado por Clara Dourado, Filipe Acácio e Tiago Lopes e do grupo editorial da revista Invoga que é a realizadora desta edição do projeto. O Projeto LAB surgiu com o intuito de celebrar a contemplação do belo em meio à correria do cotidiano, acrescentando um toque artístico e conceitual à cobertura de moda na cidade, fazendo ainda um diálogo entre outros meios de expressão artística, como ilustração, música e audiovisual, fomentando assim a arte na cidade.
Como acontece, na visão de vocês, essa ‘contemplação do belo em meio à correria do cotidiano’?
Clara: Fazemos um convite à contemplação da beleza da vida. Com a revista, tentamos passar um pouco de conhecimento e dividir “coisas bonitas” e bons sentimentos. Atualmente o tempo é considerado luxo, por conta do ritmo frenético o qual somos submetidos. Mas, no meio nessa correria, dá pra arranjar um tempo pra si, pro outro, pra vida. Conseguir ouvir o que a natureza tem as nos dizer, por exemplo.
Invoga Lab é uma extensão da Invoga? Como foi a supervisão da editoria da revista em cima da edição Lab?
Tiago: A Invoga foi a realizadora deste projeto da primeira edição, sem o apoio do Diretor Geral, Vinicius Machado, que apostou no projeto com todo coração, não teríamos conseguido sair do computador para o papel.
Como foi o processo de criação dela?
Tiago: Com a ideia de trabalharmos com um tema em cada revista, a equipe LAB optou por trabalhar com o universo nesta primeira publicação ( que foi nomeada Universo em Transe*) e, a partir disso, produzimos um editorial com este conceito nos bastidores do Dragão Fashion Brasil, aproveitando a cobertura jornalística do evento e o apoio da organização do mesmo, criando trabalhos relacionados ao tema escolhido para a revista.
Como foi trabalhar texto numa revista puramente visual?
Clara: O conceito da LAB é que seja mesmo uma revista imagética. Sendo assim, o texto era utilizado para “reforçar” ou “embasar” uma idéia. Por exemplo, nos casos da sessão Contemplar (onde cada foto era acompanhada de um textinho sobre a coleção do estilista) e do texto “Universo em Expansão” que falava sobre a tendência futurista apresentada no editorial de moda “Mochileiros”, na sessão Explorar. Além disso, por se tratar da primeira edição, o texto servia também como uma ponte entre a revista e o leitor, explicando o conceito de cada uma das quatro sessões (Contemplar, Conectar, Explorar, Desopilar). Busquei estabelecer unidade entre texto e imagem, mantendo-os com a mesma “linguagem”, na mesma “linha de raciocínio”.
No caso do Conectar, onde contamos com participações de diversas pessoas, a colaboração pode ser feita através de imagem (com foto, pintura, ilustração) ou texto (resenha, reportagem, poesia, etc). Fica a cargo de cada colaborador escolher a forma que deseja se expressar.
Como é o processo de pesquisa e de criação da palavra que norteia o conceito da entrevista?
Clara: Nessa primeira edição foi algo bem natural. Não fizemos uma seleção criteriosa de temas recorrentes na mídia ou na moda, sabe? Foi instintivo. Gosto de dizer que nós três temos pensamentos que se complementam. As idéias um do outro sempre conseguem se encaixar direitinho. O tema “universo” e essa estética futurista já estavam na minha cabeça a um tempo, como também na do Filipe e do Tiago. Como fizemos essa primeira revista praticamente sozinhos, foi natural que essa nossa forte inspiração servisse de “norte” para a realização do trabalho.
Vocês já sabem qual o tema da segunda edição? Podem nos contar? Como foi a descoberta desta palavra-chave?
Clara: Temos duas possibilidades em mente, mas ainda não está definido. As palavras-chaves surgem de conversas, brincadeiras, dessas trocas do dia-a-dia na redação LAB. Um sugere, o outro complementa, e a idéia vai tomando forma.
Sabemos que as imagens do editorial do DFB têm pouco tratamento digital. Quais foram os truques utilizados na iluminação delas e que criaram esses efeitos loucos e lindos?
Tiago: Eu fotografei com uma Canon 50D e fiz dupla exposição de imagens, o Filipe usou longa exposição para desenhar outras coisas em suas imagens.
Como é feita a distribuição da Invoga Lab? Se eu morar no Oiapoque ou no Chuí posso receber a minha?
Tiago: Esta primeira publicação teve uma tiragem de 5 mil exemplares, sendo metade distribuida juntamente com a Invoga e a outra metade vendida com a revista. Para moradores de outros lugares enviamos via correio.
A peridiocidade da Lab acompanha a Invoga? Quando sai a próxima?
Tiago: Como ela foi um produto realizado pela Invoga, saiu com a revista número 6. Provavelmente sairão dois exemplares ainda este ano. Já estamos pesquisando o novo tema, e logo informaremos via twitter, orkut, flickr e sites, para que artistas mandem trabalhos relacionados ao tema.
Junto à InvogaLab há algum outro projeto interligado?
Clara: Sim. Esta primeira foi a única edição em parceria com o grupo InVoga e nós agora partimos em vôo solo, independente. Estamos criando o site LAB, com abordagem de conteúdos e mesmo público-alvo da revista, só que com diversidade maior (por uma necessidade do próprio meio, a internet, que “pede” essa agilidade).
Para entrar em contato com a equipe Lab para participar ou receber a revista, acesse o blog (http://universolab.blogspot.com/) do coletivo a partir da próxima semana.
Entrevista foi elaborada pela colaboradora do Closet On Line Caroline Gauche. Agradecimentos especiais para Revista Nanu Magazine.
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