Empresa teria sonegado impostos que passam do montante de um bilhão de euros.
O julgamento por fraude fiscal da grife italiana Dolce & Gabbana foi adiado para o dia 1 de Abril.
De acordo com a imprensa italiana a promotora milanesa Laura Pedio intimou a dupla Domenico Dolce e Stefano Gabbana a comparecerem ao tribunal por acusações de fraude em cerca de um bilhão de euros. O consultor em questões tributárias da marca Luciano Patelli foi interrogado pela juíza Simone Luerti em audiência preliminar na última sexta (25).
Os investigadores concluíram o inquérito envolvendo os fundadores da marca e mais cinco pessoas em outubro do ano passado. De acordo com o jornal italiano Il Sole 24 Ore o grupo deixou de declarar cerca de 840.000.000 em euros referentes às receitas da empresa. O relato conta ainda com a informação de que a dupla havia aberto uma empresa entre os anos de 2004 e 2005 à qual foi dado o controle dos negócios da marca para escaparem aos impostos que alcançaram o montante de 420 milhões de euros.
Domenico e Stefano negam as acusações, mas não houve por parte de nenhum deles, tampouco de seus representantes algum comentário à respeito.
O país luta contra a sonegação fiscal generalizada num esforço para aumentar as receitas do governo após a afetação pela recente crise que tomou conta do mundo.
Criada em 1985, a empresa emprega mais de 3000 trabalhadores com uma rede que compreende 116 lojas e mais 17 lojas específicas de fábrica no mundo todo. Internacionalmente famosa, a grife está entre algumas das mais famosas do mundo e é um sucesso entre as famosas dentre elas, a top brasileira Gisele Bundchen.
Igor Beltrão