Os promotores da cidade de Turim, na Itália, abriram uma investigação sobre um produto do grupo Labo Cosprophar Suisse, que promete agir sobre o folículo piloso e reativar o crescimento dos cabelos.
A investigação foi aberta pelo Ministério Público, que alega que não existem evidências científicas de que o produto faça o cabelo crescer novamente. Em suas propagandas, o grupo utiliza imagens do jogador de futebol Ronaldo, na época em que estava com a cabeça totalmente raspada.
O produto, conhecido como “Crescina”, é vendido por cerca de 300 euros (724 reais) nas farmácias do país, e é amplamente distribuído pela internet.
O procurador Raffaele Guaruniello, encarregado do inquérito, alegou “fraudes comerciais”, já que as propagandas do produto afirmam que ele tem todas as propriedades que permitem o cabelo crescer. No relatório encomendado, o Instituto Superior de Saúde afirma que o produto age sobre as células-tronco ou o folículo piloso. Além disso, o relatório apontou que se o produto realmente tem as propriedades descritas, não deve ser apresentado como um cosmético, mas como uma droga, o que significa que deve ser sujeito à uma série de verificações antes de ser comercializado.
O grupo Labo Cosprophar Suisse também é especializado em produtos anti-envelhecimento, controla 75 marcas e 17 patentes. Seu subsidiário, Labo Europa, tem sede na Itália, e exporta para 30 países em toda a Europa.
Da Redação