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O crescimento da Burberry

A Burberry pretende não só aumentar suas lojas no Brasil, como também mudar seu estilo.

Depois de se despedir do Brasil em 2008, hoje a marca tem um plano de quintuplicar sua rede. Até 2014, segundo fontes do setor ligadas diretamente a diretoria da marca, 15 lojas da marca serão abertas nas principais cidades brasileiras. Porém, a companhia confirmou apenas a abertura das próximas duas lojas em 2012: uma no Iguatemi JK em Brasília, prevista para abril, e outra no Village Mall, no Rio de Janeiro, em novembro.

A nova aposta da Burberry se baseia nos bons resultados obtidos das lojas já abertas no país. Após ter fechado as suas lojas no Iguatemi e na Daslu em 2008, a marca abandonou o modelo de franquias e começou a se dedicar em sua rede própria. O  único padrão de linguagem visual é o que diferencia a rede própria do modelo de franquias.

 O que mais inspira a marca a aumentar suas lojas no Brasil é o aumento do poder aquisitivo da classe média, além do nascimento de uma nova classe: os novos milionários. O momento de crescimento brasileiro também coincide com a crise dos mercados tradicionais, Europa e Estados Unidos.

Segundo Carlos Ferreirinha, da MCF consultoria, especializada em mercados de luxo,  “A Burberry é refinada, mas não é inacessível e tem o perfil que brasileiro gosta.” Compara ainda a outras grande grifes.

Além da expansão das lojas, a Burberry também quer se consolidar como uma grife jovem, antenada nas novas tendências, ao invés de ser conhecida como uma marca conservadora.

Após contratações de peso como o estilista Christopher Bailey (ex-Gucci) em 2001, a marca já ganhou uma cara mais contemporânea, criando desde roupa para cachorros até lingerie.

Durante a crise mundial, Angela Ahrends foi nomeada CEO da empresa e teve um papel muito importante. Conseguiu reduzir em até 15% o custo na produção de roupas e cortou U$78 milhões das despesas gerais.

A marca voltou a ocupar lugar na lista de grifes de luxo  mais valiosas do mundo. Do ano passado para cá, passou do 100° lugar para a 95° posição no ranking 2011 Best Global Brandings. O faturamento de janeiro a outubro deste ano cresceu em 24%. Parece realmente um bom momento para voltar com mais força ao mercado brasileiro.

Fonte: Isto é dinheiro.                                   

Por Giuliana Castro                                                         


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