ABIT mapeia comportamento do comprador de roupas brasileiro.
Com números impressionantes - cerca de 1,7 milhão de trabalhadores diretos e faturamentode US$ 60 bilhões em 2010 -, o setor têxtil e de confecção brasileiro ocupa o quarto lugar no ranking mundial quando o assunto é produção de vestuário. Para posicionar-se diante da ameaça dos produtos importados e obter planejamentos estratégicos certeiros, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) concluíram a Pesquisa sobre usos, hábitos e costumes do consumidor brasileiro, conhecendo dessa maneira o mercado consumidor mais de perto. Realizado em duas etapas (qualitativa e quantitativa) a pesquisa passou contemplou consumidores e formadores de opinião de São Paulo e Rio de janeiro, logo após a pesquisa estendeu-se a outros estados como Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Recife e Salvador onde outros consumidores também participaram do projeto. A relação do consumidor com a moda foi identificada como um dos principais pontos da pesquisa, assim como características na hora da compra como qualidade, conforto, bom preço também foram detectadas, além disso, o crescimento econômico e a venda de produtos têxteis pela internet, também foram apontados como importantes resultados da pesquisa. As informações estarão disponíveis nos sites do MDIC (www.mdic.gov.br) e da ABIT (www.abit.org.br) a partir de novembro, onde será possível ter acesso a diferentes informações por meio de filtros e obter os dados completos da pesquisa quantitativa.
Segundo Aguinaldo Diniz Filho, presidente da ABIT, uma das estratégias competitivas do setor é oferecer ao consumidor produtos e serviços que respondam aos seus anseios e necessidades de modo mais amplo e efetivo. “Este estudo tem por objetivo proporcionar informações a um dos segmentos industriais mais impactados pelo acirramento da concorrência asiática. Esta é uma ação conjunta do governo e da iniciativa privada para proporcionar à indústria nacional um ganho de competitividade”, explica o presidente.
Para Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o estudo é fundamental para aumentar a produtividade e a competitividade do setor. “Temos trabalhado pelo fortalecimento do setor têxtil, portanto, todas as ações que possam agregar valor ao setor terão o incentivo e o apoio do governo federal”.
A indústria têxtil e de confecção também será beneficiada com a ampliação das atribuições Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), autarquia vinculada ao MDIC. Com a medida, que faz parte do Programa Brasil Maior, a autarquia passará a se chamar Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia e irá atuar em aeroportos e portos para atestar a qualidade das mercadorias importadas.
A alteração integra a Medida Provisória 541/11, aprovada pela Câmara no final de outubro e que seguiu para votação no Senado. A MP determina que o Inmetro atue em conjunto com a Receita Federal para verificar se produtos têxteis, assim como outras mercadorias estrangeiras, cumprem todos os requisitos exigidos para os produtos brasileiros.
Para isso, o Inmetro terá livre acesso às alfândegas de portos e aeroportos do País, exercendo o poder de polícia administrativa e expedindo regulamentos técnicos nas áreas de avaliação da conformidade de produtos, insumos e serviços, para proteger a vida, a saúde, o meio ambiente, e prevenir práticas enganosas de comércio.
A seguir, alguns dados:
- apenas 27,1% dos entrevistados costumam olhar as etiquetas das peças de vestuário/artigos de moda para saber a origem do produto;
- as mulheres são as maiores responsáveis, com participação de 84,6%, pela escolha de peças de vestuário/artigos de moda para si próprias ou para membros da família;
- a frequência de compra de peças de vestuário/artigos de moda é de uma vez por mês para 37,7% dos entrevistados e a cada três meses para 30,4% dos consumidores;
- as lojas de rua são o local preferido para compra de 56,2% dos entrevistados, sendo que quanto mais jovem o consumidor, maior a preferência pelas compras em shoppings;
- o dinheiro ainda é a principal forma de pagamento utilizada para comprar vestuário/artigos de moda, com 56,4% das preferências, seguido de cartão de crédito, com 30,4%;
- somente 15,2% dos consumidores já compraram peças de vestuário/artigos de moda pela internet;
- No Brasil, a participação do gasto com vestuário no total de despesas das famílias é de 5,5%, sendo que a região Norte apresentou o maior índice: 7,4%;
- televisão é apontada como principal fonte de informação sobre moda, com participação de 72%;
- 47,5% dos entrevistados já compraram produtos de moda por causa de propagandas. Este índice é maior entre as mulheres, com 52,7%.
- 84,7% dos entrevistados costumam se informar a respeito de moda, sendo que a cidade que mais se destaca é Porto Alegre (RS), com 98,5%; a de menor participação é Belo Horizonte (MG), com 59%;
- apenas 32,1% dos entrevistados acompanham as Semanas de Moda, sendo que as mulheres costumam acompanhar mais que os homens (40,4% e 22,9%, respectivamente);
- a maneira de vestir das personalidades (artistas, modelos, cantores e jogadores de futebol) influencia 62,2% dos entrevistados, sendo que as mulheres são as mais influenciadas, com 70,7%
Da Redação