Até o fim do ano a Associação Brasileira do Vestuário pretende consolidar as medidas do vestuário feminino.
Após definir a normalização das medidas oficias brasileiras para os segmentos de meias, infanto-juvenil-bebê, roupas profissionais e roupas masculinas (em processo de consulta pública), a ABRAVEST (Associação Brasileira do Vestuário) parte para a fase final do projeto que consolida as medidas femininas. Com a fim do trabalho, o Brasil passará a ter um dos mais modernos e completos estudos sobre as medidas oficiais de sua população.
Para se ter uma idéia a adequação se dá mediante as mudanças no corpo do brasileiro, as normas sugerem para o segmento masculino; medidas diferenciadas para os considerados “normais”, “atléticos” e “obesos”, de forma a atender, e bem vestir, os diferentes biótipos da população.
Assim, as confecções deverão oferecer roupas com a numeração e medidas adequadas a cada perfil de consumidor, orientados através de etiqueta que conterá informações mais detalhadas e composição dos tecidos.
As etiquetas para calças, contarão com especificações de “perímetro de cintura”, “comprimento entrepernas” e “estatura” para as quais a peça foi confeccionada. Nas camisas, as informações serão “perímetro de cintura”, “perímetro de tórax”, “comprimento do braço” e “estatura”. Para as roupas femininas as etiquetas indicarão a “estatura”, “medida ombro a ombro” (no caso dos casacos), “busto”, “cintura”, “quadril” e “comprimento”.
As calcinhas e sutiãs serão vendidos separadamente, e terão as medidas no lugar da numeração tradicional. Com adesão a nova norma, em médio prazo, as confecções deixarão de usar as nomenclaturas “P” (pequeno), “M” (médio), “G” (grande) e “GG” (extra-grande).
Para o presidente da Abravest, Roberto Chadad, a adesão das novas normas trará benefícios econômicos e competitivos para as confecções homologadas. “Estamos padronizando as medidas corporais do brasileiro e não a roupa e as alterações necessárias serão mínimas e facilmente assimiláveis pelas empresas. Além de maior competitividade, já que todas as peças serão produzidas dentro de um mesmo padrão. A economia com matérias-primas poderá alcançar um índice de até 8%”.
Ele também, ressalta que a nova norma deverá incrementar novos canais de distribuição para os confeccionistas. “Hoje, em virtude das diversas grades de numeração existente, a venda de roupas através da internet enfrenta um grande desafio em virtude do alto volume de solicitação de trocas ou mesmo devolução de produtos”.
Quanto ao selo de qualidade a Abravest fez uma parceria com o instituto Totum , certificadora credenciada pelo iINMETRO para homologar e acompanhar de forma isenta e técnica os procedimentos das confecções para que se adequem as normas;
Além do credenciamento das confecções, o Instituto Totum, que tem em seu portfólio clientes referenciais como ABIC – Associação Brasileira da Indústria do Café e ABEMD – Associação Brasileira de Marketing Direto, entre outros, também será responsável pelas aferições periódicas dos produtos e procedimentos adotados pelas empresas. Segundo Fernando Giachini Lopes, diretor do Instituto Totum, “o Selo de Qualidade Abravest, que comprova a adequação das confecções às normas produtivas e de gestão, proporciona diferenciais competitivos para as empresas e também revela-se como uma ferramenta de fidelização de clientes e de certificação de qualidade dos produtos. Sem dúvida, as confecções que aderirem ao sistema, além de agregar de agregar valor aos seus produtos, irão aumentar seus índices de produtividade e desempenho”.
Viviane Ruiz