Para quem não está familiarizado com o termo, “Black Friday” é o Dia D das liquidações norte-americanas. A data marca o início da temporada de compras de natal e é assinalada por descontos colossais e expedientes mais longos nas lojas. Segundo a agência de notícias Reuters, um dos primeiros cidadãos a conseguir entrar em uma das lojas de departamento em promoção – formam-se verdadeiras multidões à espera da abertura das lojas – conseguiu comprar uma televisão de tela plana por meros 200 dólares.
Em entrevista ao portal WWD, Terry Lundgren, presidente da Macy’s afirmou que a abertura da temporada de descontos foi um sucesso. Todos os 800 pontos da rede abriram à meia noite de quinta para sexta-feira. Lundgren disse ainda que notou uma enorme diferença na turba que espera pelo abrimento das portas: “O grupo era notadamente mais jovem. Vários Millennials definitivamente procurando por bons preços, numa combinação de compras pessoais e presentes de Natal”.
Mike Theilmann, vice-presidente executivo da J.C. Peney Group, empresa que administra a cadeia de lojas de departamento J.C. Penney, qualificou a massa de compradores em dois tipos: os “All Nighters”, mais jovens e que já deveriam ter ido procurar produtos nas lojas concorrentes – A J.C. Penney abriu suas portas apenas às 4 da manhã – e o grupo dos compradores matutinos. Theilmann se disse surpreso com o número de crianças de colo e jovens que viu pelas ruas em plena madrugada.
Mesmo com as análises preliminares apontando bons resultados, aos varejistas ainda é muito cedo para aferir se o investimento e o montante despedido geraram um retorno satisfatório. Seria necessário analisar a quantidade de vendas por hora para obter uma análise mais precisa.
Apesar dos bons resultados e do crescimento nas vendas em comparação com o Black Friday do ano passado, alguns comerciantes ainda estão um pouco hesitantes. Acontece que as vendas têm um pico nesta data, mas que até as proximidades das festas de final de ano, parecem esfriar com a neve natalina, até serem aquecidas de novo pelo furor das compras de última hora.
Por Augusto Paz