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ABIT inaugura Importômetro

Sistema faz parte de uma campanha de mobilização nacional “Moda Brasileira: Eu uso, eu assino!”

Foi inaugurado hoje na sede da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), o Importômetro, um painel eletrônico que estima em tempo real quanto o Brasil está importando em artigos têxteis e de confecções e indica quantos empregos são perdidos a cada centavo de dólar de tais importações. Uma campanha lançada também hoje na ABIT visa reunir um milhão de assinaturas, necessárias à aprovação de um projeto para mudar o regime de tributação da indústria de confecção nacional.

O setor têxtil e de confecção é o setor que mais sofre evasão devido à importação, apesar de gerar um faturamento anual de R$ 90 bilhões, ser o setor alavancador do primeiro emprego, gerar participação da mulher no mercado de trabalho e representar cerca de 5% do PIB da indústria de transformação. O presidente da ABIT, Aguinaldo Diniz Filho, chama atenção para alguns fatores que levam a isso, por exemplo, a concorrência desleal gerada pelo atual regime de tributação – como em nove estados do Brasil, nos quais as empresas que importam têxteis confeccionados pagam menos impostos do que as empresas que fabricam os produtos no país – e afirma ainda que de 15 a 20 mil postos de trabalho tenham sido fechados devido a essa desigualdade.

No ano de 2010 a balança comercial do setor – que indica o total de exportações menos importações - fechou com um déficit de US$ 3,6 bilhões, seguido ao ano passado por um déficit estimado em US$ 4,8 bilhões. No mercado interno, em 2011, as importações e as vendas no varejo aumentaram, enquanto a produção têxtil e do vestuário diminuíram. Isso, segundo Aguinaldo Diniz, mostra claramente que o mercado brasileiro tem sido alimentado com produtos importados, advindos de países como China, Índia, Indonésia e EUA.

 Atualmente os produtos são comercializados com alíquotas baseadas no valor do produto e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, estima que em três meses o valor cobrado seja fixo e por quilo de produto importado. Dada a importância do setor têxtil e da confecção na economia brasileira, diminuir as importações, regular as taxas tributárias e fortalecer o mercado interno se mostra uma medida importante e urgente.

 Da Redação.


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